quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

As crianças e suas histórias






Meu nome é hugo kuaray

eu sou mbya guarani apena souestudante



Eu sou o Claudio, meu nome Guarani é Verá, moro com minha mãe Liliane na Aldeia Araçaty, gosto de jogar bola, caçar passarinho e também já sei pescar. Sou muito risonho, só fico zangado quando minha mãe puxa na minha orelha, mas já estou ficando grande e isto não acontece mais. 

Meu nome é Catiele, mas a professora Neusa descobriu que nos meus documentos está escrito Cátia, mas como já me acostumei com Catiele vão continuar me chamando deste jeito; meu nome Guarani é Yvã.
Sabe um dia a professora Neusa amarrou meu dente que estava mole, dai eu puxei forte e o dente caiu.


Olha eu aí. Sou Rodrigo, estudo na escola da Aldeia, hoje estamos na Escola Arthur, aprendendo no computador. Meu nome Guarani é Karaí, gosto de passear na vila, tomar refri e comer picolé. Mas também sei pescar, caçar passarinho e tatu. O tatu só consigo caçar lá na ilha. Para ir na ilha, precisa de ajuda, vou de carro até Palmares e depois pego o barco com o pescador Ronaldo. Também jogo bola e sou bem craque na bicicleta.  
Catiele pronta para caminhada na mata.



Meu nome é justino


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nós - um diálogo de aprendizagem...


Nós, o grupo de alunos, juntamente com o professor guarani (Beto) e a professora branca (Neusa Carvalho), estamos construindo este blog, pois queremos compartilhar os conhecimentos de nosso povo com outros povos, assim como trocar informações com outras aldeias sobre suas aprendizagens e costumes. Agradecemos ao Poder Executivo Municipal de Capivari do Sul, que através do Departamento de Cultura - SMECD, na pessoa do Dirigente Municipal de Cultura, senhor Pedro Airton, nos disponibilizou este espaço, inclusive nos auxiliando neste tarefa. Este será um espaço multicultural, onde estaremos escrevendo tanto em Português, quanto em Guarani, exercitando a produção textual, dentro das possibilidades de cada aluno, sendo cuidado a identidade textual, evitando o excesso de correção gramatical e ortográfica, entendendo importante o registro da linguagem coloquial, conforme construção linguística de cada educando. 

Raul Benites

 

Meu nome Raul - Karai - aluno mbya guarani conheço modos guarani e história, mas eu tô estudando e aprendendo. É importante conversar com os mais velhos...

meu nome luisa kerexu ante eu morava na argentina depois mora aqui no brasil na aldeia araçaty 





       


Jardel Benites

Meu nome é Jardel - karai mbya guarani da  Aldeia Araçaty ...

Beto Cáceres Gimenes


Meu nome é Beto - karai -  sou professor mbya guarani e  também tem uma  professora branca que me ajuda na escola e eu fico muito  contente com ela. Nasci na Argentina, eu cresci lá, estudei lá e depois que eu estudei  tudo lá na Argentina, mudei aqui para o Brasil,dai eu sou professor...




Meu nome e Adriana, na língua indígena sou jaxuka, vivo na Aldeia Araçaty



















Rafael Brisuela Cáceres


 Meu nome é Rafael - karai - sou do RS/Aldeia Araçaty...



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Educação, inclusão, cidadania...compartilhando saberes e espaços...


Nosso viver e atividades escolares

Família...fundamento do ser guarani.


Artesanato...dom divino.



Passeios... harmonia com a natureza e integração entre professores e alunos.
Conhecendo o entorno da Aldeia.

Mostrando o artesanato guarani, produzido pela indígena Beatriz, para os alunos da UERGS - unidade de Osório, que  visitaram a EEIEF Arandua no dia 07/11/2013.

Visitando a Biblioteca Pública de Capivari do Sul

Tekoá Araçaty

Neste espaço estaremos compartilhando o modo de viver, o pensamento e as crenças dos indígenas de etnia Guarani Mbyá da Tekoá  Araçaty, localizada  junto à RS 40, km 60, próximo da ponte do rio Capivari. 
Os indígenas possuem uma cultura baseada na ancestralidade, cultivada, na transmissão oral de geração para geração. Povo valente e de forte espiritualidade, neste espaço queremos transmitir saberes, abrir canal de diálogo com o mundo não indígena, pois acredita-se na importância do ciberespaço para desmistificação da visão de índio veiculada na grande maioria dos livros didáticos, como aquele que usa cocar e flecha; ou, ainda, a despersonificação que vem sendo transmitida pela mídia, como aquele que não faz nada...
Este espaço de registro e socialização de saberes, vai ser construído pelos alunos e professores (indígena e não indígena) da Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Arandua, edificada pelos guaranis, com ajuda do pescadores: Alexandre e Rogério. As atividades pedagógicas, ano letivo 2013, iniciaram em maio, com previsão de término em final de janeiro de 2014.
Localização da Aldeia, junto da RS 040.

Estrutura inicial da escola.

Beto o professor indígena.

Um espaço intergeracional, a convivência no AMOR.